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MANIFESTO DE UM PALHAÇO: Quem somos – De caras pintadas, num rasbico de mundo

Li certa vez em um livro, que todo mundo cumpre determinado papel na atual conjuntura do sistema político e econômico. Daí em diante comecei a indagar: Qual será o papel de um palhaço, figura simples e emblemática, em um cenário tão pesado e burocrático? Simples. Pode parecer piada, como costume de artista circense, mas o palhaço é uma das figuras mais importantes desse sistema. É ele o responsável por desafogar as pessoas da vida tortuosa e rotineira que todos acostumaram a levar. É como o funcionário que limpa as máquinas das grandes indústrias, para que elas possam funcionar no dia seguinte. O homem de cara pintada, ensina aos demais que não importa o quanto seja áspera a situação, sempre pode-se tirar uma gargalhada dela. E mostra que o ridículo humano, antes de um defeito, é um aspecto natural;

Para isso, não basta que a pessoa por debaixo das roupas coloridas conheça o mundo. Ele precisa antes de tudo conhecer seu próprio mundo: Suas dores, que quase nunca aparecerão; Seus anseios, que serão transformadas em palavras engraçadas e o seu brilho no olho que será emprestado para o imaginário de todos que o tocarem.

Os homens perderam o dom da simplicidade. Os palhaços os lembram cotidianamente dele. Relembram que todo executivo de terno, foi antes de tudo uma criança de sonhos; Que antes da vida adulta e chata, existiam sentimentos e sorrisos. Que o sol, antes de ser o interruptor de sua noite de sono é o mensageiro de um novo dia que brilha.

E vendendo sonhos e colocando óleo na grande engrenagem da máquina que o mundo se tornou, seguem estes seres, de sorriso meigo mesmo que esteja de coração partido. Garantindo sonhos, mesmo que não consiga dormir tranquilo. Com o mundo nas mãos, mesmo que siga apenas com uma mochila nas costas.

E assim, o mundo se faz criança; Os dias se fazem leves!

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Publicado por em novembro 27, 2012 em Uncategorized

 

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