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Soltando o verbo


Atraso em obras de principais avenidas de Pedra Azul. Será que sai?

Em 5 de Outubro de 2011, iniciou na cidade de Pedra Azul, obra de revitalização do asfalto nas Avenidas Dr. Anthero de Lucena Ruas e João de Almeida. Tal obra tinha o prazo de conclusão de 120 dias, ou seja, deveria ter sido concretizada no dia 05 de Fevereiro de 2012.
Embora o prazo tenha se esgotado, não parece à população pedrazulense que o serviço prestado tenha sido efetivamente concretizado. Certas partes da Avenida Dr. Anthero de Lucena Ruas continham calçamento em vez de asfalto e pelo dito nas placas sobre a obra que diz “Readaptação e repaginação paisagística Av. Dr. Anthero de Lucena Ruas – Etapa 1” subentendesse que nenhuma parte da avenida seria desprestigiada. Como se não bastasse esse descontentamento, nem toda a revitalização do asfalto foi concretizada em sua totalidade, já que desde a área próxima ao “Douglas Moto Gás” até a loja “Tecidos Flor do Vale” está com estágio avançado de deterioração.
Ainda há mais uma indagação a ser feita: como dito antes, a placa sobre a obra diz “READAPTAÇÃO E REPAGINAÇÃO PAISAGÍSTICA AV. DR. ANTHERO DE LUCENA RUAS – ETAPA 1”. O texto “ETAPA 1” nos leva a imaginar uma sequência. Não faria sentido dizer “ETAPA 1” se esta etapa não tivesse uma sequência.
Pelo prazo exíguo que a Administração Municipal dispõe para executar completamente a “ETAPA 1” e “ETAPA 2”, se esta pelo menos for iniciada, é difícil acreditar que conseguirá concretizar. E se não concretizar? O que será feito com o dinheiro público que foi angariado para a execução desta obra? Eis aí um mistério que necessita urgentemente de uma resposta.

Não Estamos pedindo esmola!!!


Antes de mais nada, começo dizendo que “Sou do vale do Jequi e não passo fome”*.
Atenção caros pedrazulenses e moradores do vale do Jequitinhonha, estão degradando a nossa imagem a preço de banana. A quem não entendeu vou explicar com mais clareza.
No ínicio da década de 70 uma pequena parcela , deram nos o título de “Vale da Miséria” que foi fortemente divulgado pela mídia e absurdamente aceito pelos moradores da nossa região. A partir daí, políticos, entidades e organizações vieram fazer o papel de “mocinhos” e oferecer “ajuda humanitária” aos “pobres sertanejos”. Pura hipocrisia. O que muitos desses queriam (e ainda querem) é colocar seu projeto de “responsabilidade social capitalista” sobre as nossas custas. Ou seja, continuam dando – nos esse título deplorável por que é o que estão garantindo o sustento deles.
E o que nós, moradores do vale temos feito diante dessa situação? Nada. Simplesmente aceitado de boca calada as pobres migalhas que estão nos sendo jogadas.
Em Pedra Azul, a situação não é diferente. Uma parcela de cristãos “De alma pura”, estão usando de uma política assistencialista para com o nosso povo com o intuito de ajudar “uma pobre cidade do vale”.Novamente hipocrisia. Em troca estão exportando nossas mazelas e deficiências para São Paulo e região para mostrar que são “almas caridosas”
Falar que somos o o vale da miséria, é o mesmo que dizer que o Rio de Janeiro é a cidade dos traficantes e esquecer dos trabalhadores que suam todo dia na cidade maravilhosa, é o mesmo que dizer que Brasília e o paraíso dos corruptos e não lembrar dos pais de família que ali trabalham sem se envolver na máfia da politicalha.
Cuidado, não deixem que calem sua boca com um simples punhado de farinha!

*Título de uma comunidade no orkut.

    Pedra Azul Centenária: O que temos para comemorar?

Emancipada em 01 de Junho de 1912, Pedra Azul comemora em 2012, 100 anos de emancipação política. Para comemorar esta data tão especial, diversas comemorações estão sendo preparadas pela Prefeitura Municipal e diversos setores da sociedade.
Mas longe de qualquer romantismo, é preciso olhar de forma crítica para nossa cidade e indagarmos: O que temos para comemorar no Centenário de nossa cidade? Aliás, o que se comemora em uma data desta: Apenas o passar do tempo ou o desenvolvimento da cidade?
Só para reflexão, abordarei alguns aspectos:
Apesar do ostentar o posto de “cidade rica em cultura”, nunca conseguimos de fato incentivar e efetivar nossas manifestações culturais e artísticas. Limitamos-nos a ouvir Paulinho Pedra Azul, Saulo Laranjeiras, (Grande artistas, por sinal), bater palmas para o Boi-de-Janeiro e pronto, Acreditamos está investindo em cultura na nossa cidade.
Esquecemos dos novos artistas e manifestações culturais que despontam no nosso município.
Na área econômica no ínicio do século passado, destacamos no campo da Pecuária. O que mudou com o passar do tempo? Absolutamente nada. Basicamente temos empregos no comércio, na extração de Grafite, no campo e no funcionalismo público.
No campo social, melhoramos de fato. Mas ainda, milhares de pedrazulense se estreitam nos bairros periféricos, sobrevivendo com menos de um salário mínimo, tendo como forma de sobrevivência apenas os programas de transferência de renda do Governo Federal.
O fato é que depois de dez décadas, não conseguirmos nos livrar integralmente do jogo dos coronéis. Eles apenas trocaram a farda. A cidade se emancipou politicamente, mas o povo não.
Mas uma vez pergunto: Um centenário serve apenas para comemorar o transcender das horas? Acredito que além de cantar o amor por nesta terra, temos que olhar para ela como cidadãos de fato.

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