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Arquivo mensal: maio 2014

Violência: O debate da “Geração Miojo”

Que digam o que quiser, mas eu sou teimoso. Me recuso a ter que me retirar das ruas de Pedra Azul por conta da violência que se estende. Não é heroísmo. É a certeza de uma inversão de valores. A rua é um espaço público e como tal não pode ser privatizada ou dominada por quem quer que seja. Enquanto pensarmos nas praças, ruas e eventos como espaços que não devem ser frequentados, estamos nos sujeitandProtestoo a lógica de que nossas vontades podem ser determinadas de acordo com interesses alheios e de que nossos filhos e netos encontrarão como brinquedos grades, cadeados e cercas elétricas. Me recuso a ter que contar sobre as brincadeiras de moleques na rua, das conversas de vizinhos na porta e na ação poética de olhar a lua, como “coisas que não são do nosso tempo”. Não é uma ameça apenas a nossa integridade física e moral… É um atentado contra a formação de mentes livres que pensam e pintam seu tempo, conforme sua vontade. Mas pra limpar a “casa” e “varrer” a violência, Temos que antes tirar a poeira das nossas opiniões e pensamentos. Primeiramente, que fique claro para nossa geração “miojo” (Rápida e sem recheio): O Facebook é uma ferramenta de interação, mas jamais será a vida real. Portanto, o compartilhamento de uma imagem do “Basta a Violência” desprovida de ações concretas é feito badogue sem pilota: Só serve de enfeite. Violência é problema social, que não se resolve com a bunda pregada na cadeira. Segundo ponto: Polícia é uma ação de segurança pública repressiva. Se insistirmos na idéia de que porrada e cassete são as únicas soluções, preparemos: 1/3 da populaçao para se tornar Políciais, para reprimir os outros 2/3 que estão em conflito. A ação da Polícia é de extrema importância, mas exigi-la de forma isolada é como colar chinelo com chiclete. Se a violência é um fenômeno social, ela tem relação direta com a construção de valores e outros fenômenos sociais: Educação, Saúde, Lazer, Assistência Social… A questão vai mais além: O Papel da família se desfigurou, O poder público não atende a demanda de serviços, sobretudo das comunidades, e a população se tranca cada vez mais, esquecendo que é irrevogável, o direito a segurança e a convivência sadia. E por fim, entendamos: Não esperemos a próxima morte para reacender a chama da busca pela paz. Um homicídio é o ponto extremo de uma ação violenta, mas por si só não é a Violência. Ela se forma no cotidiano, onde diversas situações ferem a nossa integridade, nos colocando em condição de desigualdade. Deixemos de “achismos” e larguemos as vaidades… O Suor da bunda pregada na cadeira, não pode ser mais sagrado que o sangue que se derrama nas ruas.

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Publicado por em maio 23, 2014 em Uncategorized