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Segurança: Em nome de quem?

03 abr
justiça brasileira

Depois de algum tempo de programas vazios, vi algo na televisão aberta que possa causar alguma reflexão aos brasileiros: Assistia ontem a exibição na TV GLOBO do filme Tropa de Elite 2. Se olharmos além das cenas de violência, o roteiro traz reflexões importantes. O personagem do Deputado Diogo Fraga, me chamou a atenção. De fato, as falas dele, extremamente ridicularizadas no decorrer do filme, trazem a tona um discurso que os brasileiros teimam em ouvir: O Sistema de Segurança Público do país tem promovido mais uma limpeza étnica e social do que uma proteção efetiva. Isso porque serve a um Sistema maior. Simplificado: Os governos privam certos lugares (Quase sempre os morros) do acesso à políticas públicas efetivas: Saúde ,Educação, Lazer… Não por coincidência estes lugares tornam-se foco do aumento da criminalidade. Para resolver o ‘problema’, que os homens públicos fingem não saber o motivo, o Estado trajam os seus agentes, sobem o morro, promove sua “higiene social” (A maioria dos mortos são negros e de classe baixa), ‘esconde’ do resto do mundo o lado podre da maçã e é louvado pela população… Parece mais fácil amputar o dedo, do que curar a ferida. Porque a cura demanda tempo e eleição só acontece de 04 em 04 anos.
Realmente parece roteiro de filme, mas é Brasil! Apesar de ainda contar com pessoas de caráter e dedicação, O sistema de segurança brasileiro não serve a população! Serve a manutenção da ‘Ordem’ de um Estado patrimonialista e extremamente elitista…
Eu sou contra qualquer ato de violência. Mas se é mesmo ‘pra justiça ser feita’ e se a polícia ‘só dá porrada em vagabundo’, gostaria de ver o BOPE, ROTA, GATE, Exército e demais nomenclaturas do sistema de segurança, invadir o Senado, a Câmara do Deputados e tratar um monte de abutres de terno e gravatas, como tratam os demais das periferias. Pegar o deputado corrupto colocar um saco plástico na cabeça dele e dizer “Fala deputado! Onde está o dinheiro que você desviou dos cofres públicos?”. Encostar o senador cara-de-pau na parede, esbofeteá-lo, dizendo “Pede para sair senador, você é um ladrão, Renuncia!”… Parece loucura, né? De fato, quando o agredido está bem vestido, a violência nos parece mais absurda e desproporcional. Parece ferir os Direitos Humanos. Mas direito só é direito se for para todo mundo. Caso contrário é privilégio. E o Brasil é o paraíso dos privilégios…

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Publicado por em abril 3, 2013 em Uncategorized

 

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