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Arquivo mensal: abril 2013

Manifesto: Carta aberta aos ouvidos alheios

censuraAcredito que deveria colocar na entrada de Pedra Azul uma placa com os dizeres: “Ao entrar na cidade, guarde sua inteligência nas malas. Proibido romper as fronteiras da omissão e da ignorância”. Aos que criminalizam a opinião de um mero cidadão, alerto para alguns fatos.

Há milhares de pessoas se espreitando em casebres da nossa cidade, com salários desumanos que não utilizam redes sociais. Há centenas, talvez milhares, de crianças, adolescentes e jovens que, independente do termo que eu emprego no FACEBOOK, estão se acabando no vício do crack e outras drogas. Diariamente dezenas de crianças são violadas em seus direitos, e não é preciso Login ou Senha. São essas pessoas que merecem a atenção exacerbada dos Senhores, não os meus caracteres. Mas se ainda sim julgarem conveniente se atentar a forma como uso, devidamente ou indevidamente, as palavras em minhas postagens, peço um novo favor: Sejam tão criterioso quanto, em suas campanhas eleitorais, que quase sempre são de um nível ortográfico e um vocabulário que não merecem serem utilizados nem nos lugares mais clichês.

Se vão mesmo ‘punir’ em forma de lei, tudo o que o julgarem afetar ou ofender a ordem e as instituições de governo, façam. Mais façam por completo. Há desvios e trangressões de conduta acontecendo que ferem a dignidade pública mais do que qualquer postagem que um cidadão de nossa cidade venha fazer.

Indo mais longe, peço que ampliem os horizontes, para irem mais além. Se optaram por serem funcionários do povo, não é possível fugir da opinião pública. Não se pode calar e oprimir tudo que julgarem contrário. As sementes já foram jogadas ao vento e não se pode mais escolher o que vai ser colhido.

Meus interesses, opiniões e ideologia não mudam de acordo com o período. Assim, a coragem para denunciar problemas públicos que muitos dos senhores aplaudiram durante a eleição, é a mesma que segue a defender causas coletivas, agora reprimidas por alguns.

Acredito não ter ido mais além do que a Constituição Brasileira me garante: A liberdade de expressão. Mas respeito opiniões contrárias… Se quiserem, podem me processar pelo texto também. Mas lembrem-se que a Justiça deve ser um conceito permanente em uma legislatura, não a use só quando for de conveniência.

Minha vó me dizia que “Sapo Calado, Morre embaixo do pé de Boi”, isso em tempos de coronéis. Algumas décadas depois, ainda é proibido falar o que a “Boa Fé” dos ouvidos alheios aos nossos não querem escutar.

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Publicado por em abril 12, 2013 em Uncategorized

 

Segurança: Em nome de quem?

justiça brasileira

Depois de algum tempo de programas vazios, vi algo na televisão aberta que possa causar alguma reflexão aos brasileiros: Assistia ontem a exibição na TV GLOBO do filme Tropa de Elite 2. Se olharmos além das cenas de violência, o roteiro traz reflexões importantes. O personagem do Deputado Diogo Fraga, me chamou a atenção. De fato, as falas dele, extremamente ridicularizadas no decorrer do filme, trazem a tona um discurso que os brasileiros teimam em ouvir: O Sistema de Segurança Público do país tem promovido mais uma limpeza étnica e social do que uma proteção efetiva. Isso porque serve a um Sistema maior. Simplificado: Os governos privam certos lugares (Quase sempre os morros) do acesso à políticas públicas efetivas: Saúde ,Educação, Lazer… Não por coincidência estes lugares tornam-se foco do aumento da criminalidade. Para resolver o ‘problema’, que os homens públicos fingem não saber o motivo, o Estado trajam os seus agentes, sobem o morro, promove sua “higiene social” (A maioria dos mortos são negros e de classe baixa), ‘esconde’ do resto do mundo o lado podre da maçã e é louvado pela população… Parece mais fácil amputar o dedo, do que curar a ferida. Porque a cura demanda tempo e eleição só acontece de 04 em 04 anos.
Realmente parece roteiro de filme, mas é Brasil! Apesar de ainda contar com pessoas de caráter e dedicação, O sistema de segurança brasileiro não serve a população! Serve a manutenção da ‘Ordem’ de um Estado patrimonialista e extremamente elitista…
Eu sou contra qualquer ato de violência. Mas se é mesmo ‘pra justiça ser feita’ e se a polícia ‘só dá porrada em vagabundo’, gostaria de ver o BOPE, ROTA, GATE, Exército e demais nomenclaturas do sistema de segurança, invadir o Senado, a Câmara do Deputados e tratar um monte de abutres de terno e gravatas, como tratam os demais das periferias. Pegar o deputado corrupto colocar um saco plástico na cabeça dele e dizer “Fala deputado! Onde está o dinheiro que você desviou dos cofres públicos?”. Encostar o senador cara-de-pau na parede, esbofeteá-lo, dizendo “Pede para sair senador, você é um ladrão, Renuncia!”… Parece loucura, né? De fato, quando o agredido está bem vestido, a violência nos parece mais absurda e desproporcional. Parece ferir os Direitos Humanos. Mas direito só é direito se for para todo mundo. Caso contrário é privilégio. E o Brasil é o paraíso dos privilégios…

 
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Publicado por em abril 3, 2013 em Uncategorized