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Manifesto de um Andante: Como se “enfantasmar” uma cidade!

20 jun

Como de costume, vagando pelas noites de Pedra Azul, estalou-me uma reflexão: A noite, percebe-se a clara inversão de valores nos dias atuais em nossa cidade (e no país). Sendo mais detalhista: Sempre fui companheiro das noites. Quando moleque por traquinagem, quando adolescente por solidão e agora jovem por necessidade ou reflexão… E nesse curto espaço de tempo, não só em mim, mas nas ruas da cidade as mudanças são perceptíveis…

Sem alma, Pedra Azul não vive a noite, apenas vegeta… não a vivência da boêmia, mas o cumprimento do direito de ir e vir. As pessoas acuadas, estranhas e amedrontadas, quase nunca saem de casa. Não éramos assim!

A conversa na porta de casa, o abraço do vizinho, os pés sujos das brincadeiras de crianças , eram costumes a noite, que já não são mais rotina por aqui!

Além de toda a comodidade da Vida moderna (Televisão, internet, videogame, DVD), o que nos tirou das noites? É fato, e explicável: Estamos assistindo passivos , a violência, as drogas e outros fatores nos encurralarem e tomarem conta dos espaços que são nossos em nossa cidade. Não somos nós que temos que ser expulsos dos nossos hábitos, mas estas práticas!

Nossas estadias nas janelas, agora se resumem a simples “olhadelas” pelo feixe para ver qualquer barulho suspeito no meio da rua… Nossos enfeites, são grades, cercas elétricas e cadeados cada vez maiores e nossa música tem sido qualquer barulho suspeito que nos amedronte. Estamos nos prendendo (Estranho e contraditório isso, NÉ?).

Os poucos que aventuram-se nas ruas a noite, por qualquer outra prática que não seja ilícita, quase nunca  vêem a lua nascer na Serra e percorrer quase toda a cidade, pois por questão de sobrevivência tem que olhar com medo para qualquer ser vivo que passar.  Assim, aquele clima comum de hospitalidade e companheirismo das noites, já não ronda mais por aqui!

E como um balão de festa furado, fui vendo a noite de nossa cidade se esvaziando e tudo se tornar mais frio e solitário!

Cada qual entende e faz a segurança sua e de seus entes da forma que lhe for mais apropriada, correta e segura; mas eu me recuso a ter que me retirar das ruas e das noites (Não por radicalismo, mas por questão de direito mesmo). Se temos que nos prender em algum lugar que seja na Câmara dos Vereadores, no gabinete do prefeito, ou nos espaços de formulação de políticas públicas, para cobrar um sistema de Segurança Pública efetivo; E quando falo Segurança Pública, não estou falando de meia dúzia de polícias fazendo ronda. Mas um trabalho que vá desde a prevenção ao combate…

Somos um povo livre?

Seremos sempre aquilo que construímos… E deixaremos aquilo que for construído! E o que temos deixado é o sentimento de impotência diante disso tudo!

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Publicado por em junho 20, 2012 em Uncategorized

 

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